O que aprendi lendo “Crianças Francesas Não Fazem Manha”

Nos últimos dias, estou lendo o livro Crianças Francesas Não Fazem Manha e um capítulo em especial me fez refletir muito sobre educação e a forma como nos comunicamos com nossos filhos. Acredito que essa reflexão pode ajudar muitas mães que, assim como eu, se preocupam em educar com respeito, mas sem cair na permissividade.

A importância de ouvir e explicar

Ao longo do livro, a autora cita Françoise Dolto, psicanalista francesa que defendia algo simples e poderoso: os pais precisam ouvir seus filhos com atenção e explicar o mundo para eles.

Segundo Dolto, educar com respeito passa diretamente pela forma como falamos com as crianças no dia a dia. Quando, além disso, existe escuta verdadeira e explicação clara, a relação se fortalece e, como resultado, a criança se sente mais segura emocionalmente.

As crianças são mais capazes do que imaginamos

Muitas vezes, acabamos subestimando a capacidade das crianças. No entanto, quando explicamos com clareza, elas conseguem compreender muito mais do que esperamos.

Por exemplo, ao dizer:

  • o que vai acontecer,

  • por que algo precisa ser feito,

  • quais são os limites,

Desse modo, criamos previsibilidade. E, consequentemente, previsibilidade gera segurança. Como consequência, crianças que se sentem seguras tendem a cooperar mais.

Confiar que nossos filhos são capazes

Nesse sentido, confiar na capacidade dos filhos é essencial para o desenvolvimento emocional. Isso significa, portanto, acreditar que eles conseguem obedecer, compreender regras e lidar com pequenas frustrações, desde que, obviamente, tudo seja feito com respeito.

Ainda assim, é importante lembrar que ouvir não significa concordar com tudo. Ou seja, ouvir é validar sentimentos, mas não abrir mão dos limites.

Respeito não é permissividade

Esse ponto, para mim, é fundamental.

Na prática, educar com respeito envolve atitudes claras e conscientes. Por um lado, é necessário ouvir os filhos com atenção. Além disso, acolher sentimentos e emoções faz toda a diferença. Por fim, explicar limites e decisões ajuda a criança a se sentir segura. Sem, contudo, sermos permissivos

Educar com respeito, portanto, não é dizer “sim” para tudo. Pelo contrário, também é saber dizer “não” quando necessário, explicando o motivo e sustentando, assim, esse limite com calma e firmeza.

No fim das contas, essa leitura reforçou algo muito importante: educar é um processo diário de escuta, diálogo e confiança. Quando, além disso, explicamos o mundo aos nossos filhos e confiamos na capacidade deles de entender, estamos, então, formando crianças mais seguras, conscientes e respeitosas.

👉 Por isso, para quem deseja se aprofundar nessas reflexões, o livro Crianças Francesas Não Fazem Manha é uma leitura que realmente vale a pena.


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